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Mostrando postagens de junho, 2023
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  A Psicanálise e o Altar da Ciência Vamos todos, corram, entre na fila, vamos orar e nos ajoelhar no altar da ciência! Essa que para alguns é uma espécie de Deus a ser cultuado e adorado. Essa ciência que em sua História já falou que raças superiores existem, que inventou o tratamento por lobotomia e choque elétrico para tratar os ditos loucos. A ciência erra e errou muito. Esse Deus ciência não é absoluto e perfeito, mas é necessário para a vida humana em alguma medida. A ciência ajuda a manter e a prolongar a vida, mas essa já gerou muita morte. Temos que lembrar que a bomba atômica é ciência pura. A deidade ciência, até o final do século vinte, acreditava que a homossexualidade era doença, sendo que na década de 30 do século vinte, o pai da psicanálise afirmou que a homossexualidade não era doença e que por não ser uma doença não poderia existir um tratamento ou uma cura. Disse isso em carta para uma mãe que queria "tratar" e "curar" o seu filho homossexual. Hoj...
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  Uma experiência Estética do viver? A vida é um absurdo completo como nos mostrou o filósofo absurdista Albert Camus. Nada faz sentido nessa existência, não nascemos com um manual de instruções nos ensinando como viver e muito menos nos apontando o sentido dessa vida. A vida é nada mais que o intervalo de tempo entre o primeiro choro e o último suspiro. É nessa existência sem sentido que nasce uma liberdade avassaladora e visceral, a nossa condenação à liberdade pode nos colocar em uma situação de possível contemplação do viver ou de consumidores vorazes de discursos vazios com teorias furadas de receitas "perfeitas" mostrando o que fazer para termos uma vida de comerciais de margarina ou de carro. Viver é experienciar a existência, um professor de Filosofia uma vez me disse que a vida é uma experiência estética. E essa me parece uma boa forma de olharmos para o ato de viver,  experienciando o mundo e a nossa relação com ele, tocando os lábios da tragédia e abraçando o riso....
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  Onde está nossa mente? No século II d.C., por decreto das autoridades romanas, o bispo Saint Denis foi subjugado à prisão, tortura e, por fim, condenado à decapitação no cume de uma colina. Todavia, os soldados romanos, movidos pelo cansaço ou possivelmente pela indolência, determinaram executar Saint Denis antes de atingirem o destino originalmente designado. É nesse instante em que a cabeça do bispo é separada de seu corpo e rola pelo solo. Conta-se, com uma aura misteriosa, que Saint Denis, mesmo destituído de sua cabeça, a recolheu do chão e, segurando-a em suas mãos, prosseguiu com sua ascensão pela colina. A partir dessa lenda, o filósofo francês Michel Serres, em sua obra intitulada "Polergazinha", nos instiga à reflexão sobre a agência humana em relação aos objetos técnicos e, sobretudo, como nos dias atuais carregamos nossas mentes em nossas mãos, por meio de nossos sofisticados aparelhos celulares. O fenômeno da polergazinha, mais do que uma simples revolução tecn...