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Mostrando postagens de março, 2023
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Os pensadores do Desejo .  Os pensadores do DESEJO e suas revoluções na história da humanidade trouxeram, cada qual em sua época e contexto, algo em comum. Ainda que Spinoza não se referisse ao Desejo propriamente, parece que ele foi o precursor deste tipo de Filosofia. . O CONATUS, em Baruch Spinoza, é uma força vital que impulsiona todos os seres existentes a perseverar a sua existência e buscar a felicidade. É uma característica fundamental da natureza humana (e de todos os demais seres) e afeta a maneira como interagimos com a natureza e uns com os outros. . Para Arthur Schopenhauer, a VONTADE é uma força fundamental que impulsiona todo o universo. Ela é responsável pela nossa motivação para agir, buscar sobrevivência, reprodução e a satisfação de nossos desejos. . Já em Friedrich Nietzsche, a VONTADE DE PODER é impulso fundamental que leva todos os seres existentes a buscar sempre-mais-poder. Pode ser canalizada de maneira criativa e afirmativa ou ressentida e negativa...
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A música do mundo                                                   Quando tentamos entender de que as coisas são feitas, em geral buscamos por “coisas”, “objetos” ou “partículas” fundamentais. Tendemos a imaginar que para existirem relações, é preciso que primeiro existam “seres”, “coisas”, “objetos” ou “pessoas” que se relacionem. Mas, o que seria um “ser”, uma “coisa”, um “objeto” ou mesmo uma “pessoa” desprovida de todas as relações? O que sobra de um ser existente se eliminarmos dele todas as relações? O que sobra de uma árvore se não considerarmos sua relação com o solo, com a luz solar, com a água das chuvas e do solo, com os animais que nela se abrigam ou dela se alimentam? O que sobra desse computador no qual agora escrevo se resolvermos simplesmente desconsiderar sua relação com a rede elétrica, com os elétrons e fótons, com a h...
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                                                                                                                Imagem: Arranha céus e túneis. Fortunato Depero Não deixa de ser curioso o quão abertamente paradoxal é o fato de que a justificativa última da nossa realidade para cada ação é a busca da felicidade quando, na organização do cotidiano, a felicidade parece ser uma das últimas coisas a serem perseguidas. O cotidiano não parece ser construído em volta da ideia de felicidade, mas sim de produtividade. . A prioridade do nosso cotidiano, então, parece ser organizada com máxima atenção para a produtividade, geralment...
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  A arte de Belchior pela lente da psicanálise; a sublimação como combustível da arte: Por, Gabriel de Lima. Belchior foi um dos artistas mais influentes de nosso país. A genialidade do artista tomou de assalto os corações de diversas gerações de apreciadores da música popular brasileira. Sua letra provocante e a sua voz marcante fizeram dele um ícone e o seu legado continua a inspirar novas gerações de artistas. No entanto, poucas pessoas exploram as obras de Belchior através da lente psicanalítica. Nesse texto, vamos analisar a arte e a música de Belchior através da psicanálise, usando o conceito de sublimação. A sublimação está baseada na ideia de que os indivíduos têm desejos, fantasias e emoções inconscientes que não são aceitáveis socialmente. Mas, esses desejos podem ser canalizados para formas de expressão socialmente aceitáveis, tais como a arte de um modo geral, o esporte e a literatura. O pai da Psicanalise Sigmund Freud via a arte como uma forma de exp...
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                                                         Fotografia de Ricardo Barreto Razão? Talvez possa-se afirmar que mais um motivo para a razão ter-se imposto como princípio supremo do modo como se vê o mundo, seja o fato dos povos que o dominavam em sua porção ocidental serem naturalmente mais racionais, terem como pressuposto o modo racional desde Descartes? Não somente por conta dele, mas ele fundamenta, cria um método para provar a existência de um eu racional. Pelo modo como fomos colonizados, nossos princípios, ou fundamentais características, como modo de relacionar-se com o meio por exemplo, os povos originários tinham a leitura do ecossistema, a relação com a natureza de forma harmônica e não predatória, como diz a música: incapaz de maltratar uma fêmea ou poluir o rio e o mar...
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                                                 Goya - O sonho da razão produz monstros A loucura do libertino A ideia da loucura percorre toda a história do pensamento humano e sempre vem acompanhada das relações políticas e científicas que determinadas épocas atribuem a ela. Atualmente, a psicologia, junto da psicopatologia, vem mudando a forma que se encara a loucura, tentando tirar a forma pejorativa que lhe é atribuída e estudando as dinâmicas e as nuances dos problemas psicológicos.  Em tempos anteriores não existia uma tentativa de entender o funcionamento dos chamados "loucos". As pessoas eram taxadas como tal e eram mandadas para casas de internação que surgiram como uma resolução de problemas que não queriam ser enfrentados, como a lepra ou as doenças venéreas. Eram jogados e esquecidos nesses locai...
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                                                Obra: Ivan, o Terrível, e o Seu Filho Ivan em 16 de Novembro de 1581. - Ilya Repin. Por que? Por que é que agimos da maneira que agimos? Por que acordamos todos os dias para fazer o que fazemos todos os dias? O que é que nos impulsiona a fazer isso que chamamos de “viver? Basta pensar por pouco tempo para chegar à conclusão de que tudo o que fazemos são coisas  meramente conti ngentes, ou seja, tudo poderia ser de outro modo: poderíamos não nos levantar, poderíamos não tomar um café, poderíamos não ir trabalhar... me smo assim, seguimos agindo como se existisse um “dever” que nos chama, que nos direciona a fazermos o que fazemos. É por isso que constantemente estamos fazendo coisas para as quais acreditamos existir todo um leque de motivações altamente racionais: fazemos porque é o que devemos fazer, acreditamos...
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                                                        Imagem por: Adina Voicu A rede complexa do Real Ao pensamento cabe a tarefa de pavimentar novas rotas, questionar velhas formas e composições falidas que, até pouco tempo, sustentavam o nosso mundo. Sim, aquele mundo que parecia fixo e seguro, no qual supostamente navegávamos sem tempestades, com o céu límpido e reluzente. Esse mundo esgotou-se e encontra-se em estado terminal. Os saudosistas do velho mundo, perdidos com o ruir de seu porto seguro, invocam o purgatório e condenam ao inferno todos aqueles – seres híbridos, mestiços, derramados e processuais – que não cansam de emergir à superfície e se revelar. Pelos valores, pelo bem, pela verdade e nada além da verdade (invariantes fixos), condenam, julgam e se vingam da realidade. Esses saudosistas do céu perdido prec...