Os pensadores do Desejo

Os pensadores do DESEJO e suas revoluções na história da humanidade trouxeram, cada qual em sua época e contexto, algo em comum. Ainda que Spinoza não se referisse ao Desejo propriamente, parece que ele foi o precursor deste tipo de Filosofia.

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O CONATUS, em Baruch Spinoza, é uma força vital que impulsiona todos os seres existentes a perseverar a sua existência e buscar a felicidade. É uma característica fundamental da natureza humana (e de todos os demais seres) e afeta a maneira como interagimos com a natureza e uns com os outros.
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Para Arthur Schopenhauer, a VONTADE é uma força fundamental que impulsiona todo o universo. Ela é responsável pela nossa motivação para agir, buscar sobrevivência, reprodução e a satisfação de nossos desejos.
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Já em Friedrich Nietzsche, a VONTADE DE PODER é impulso fundamental que leva todos os seres existentes a buscar sempre-mais-poder. Pode ser canalizada de maneira criativa e afirmativa ou ressentida e negativa. Ademais, é uma força complexa que pode ser uma fonte de transformação e criação de novos valores e ideias.
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Por fim, PULSÃO é um termo de Sigmund Freud para se referir a uma força psicológica fundamental que impulsiona o comportamento de todos os humanos. Estas pulsões são energias que estão constantemente presentes no corpo e são a fonte da atividade psíquica. Elas são movidas por uma tensão interna, e seu objetivo é buscar a própria satisfação.
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O que estas questões têm em comum? O que podemos inferir desses conceitos acima? Fácil compreender, não é? Praticamente, eles compartilham uma abordagem profundamente preocupada com a condição e natureza humana, porém, destituindo todas estas questões da primazia da razão e da consciência. Porque, primeiramente, somos puro DESEJO, e não racionalidade. Em suma, eles enfatizam o desejo como algo primeiro no universo. Desejo sem causa, sem fim, insaciável e eterno.
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Texto de: Silvio Luiz Matias@silumatias


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